Crítica: Quarteto Fantástico

Depois de uma produção conturbada, Quarteto Fantástico chega aos cinemas se mostrando um filme que funciona em parte, mas que peca na hora de ser um filme de super-herói.

QuartetoNo longa Reed Richards é um jovem cientista brilhante que sempre teve apoio de seu amigo de escola Ben porém, era incompreendido por seus pais e professores. Ao criar, mesmo que sem saber, o tele transporte para outra dimensão, Reed chama atenção do Dr. Storm que o convida para se juntar à equipe que trabalhar no projeto que pretende levar pessoas para esta outra dimensão. Junto de Sue, Johnny e Victor; Reed consegue concluir o projeto porém, o grupo é surpreendido quando o governo tenta assumir tudo e deixá-los de fora. Revoltados com a ideia, Reed, Ben, Victor e Johnny vão até a outra dimensão para serem os primeiros a pisarem no local. Quando os planos falham, eles retornam à Terra com sérias alterações corporais.

Até esse ponto a história funciona muito bem, a interação entre os personagens é boa, a pegada cientifica do filme para mostrar a origem dos poderes funciona, os atores estão bem, Miles Teller e Jamie Bell tem uma boa relação em cena, assim como Teller e Kate Mara, Toby Kebbel e Michael B. Jordan também convencem em seus papeis. Até que os personagens ganham seus poderes e o filme de super-heróis começa pra valer e é ai que tudo deixa de funcionar.

A equipe não funciona, talvez a culpa seja do pouco tempo que o grupo teve junto em cena. O vilão até parece ser promissor no começo (apesar de seu visual duvidoso), mas quando em batalha contra o quarteto perde intensidade rapidamente e tudo parece se resolver muito fácil.

Os efeitos apresentados deixam a desejar, os poderes dos heróis estão com um bom acabamento porém, todo o resto precisava ser mais trabalhado. Apesar de ter um orçamento considerado pequeno (122 milhões de dólares) para filmes deste tipo, a aparência final do filme poderia ser melhor.

No geral, a impressão que temos é que Josh Trank tentou construir um filme diferente para o Quarteto, e podemos ver isso nos dois primeiros atos do filme, e foi vetado pelo estúdio que queria algo com mais cara de filme de super-herói, como tentaram fazer no último ato. O clima do filme muda muito e as duas partes parecem não se encaixar muito bem.

Diretor(s): Josh Trank

Roteiro: Simon Kinberg, Jeremy Slater, Josh Trank, Stan Lee e Jack Kirby

Estreia: 6 de agosto de 2015

Duração: 1 hr. 40 min.

Pipoca 2

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