Crítica: Jogos Vorazes: A Esperança – O Final

Em 2012 Katniss Everdeen iniciava sua dura jornada contra a poderosa capital, liderada pelo temido Presidente Snow, nos cinemas. Se candidatar aos jogos para salvar sua irmã, sobreviver ao jogo, se tornar um símbolo de esperança e líder de guerra transformaram a personagem de Jennifer Lawrence durante os filmes. Mais uma vez nas mãos de Francis Lawrence, que dirigiu os dois filmes anteriores da franquia (o excelente Jogos Vorazes – Em Chamas e Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1), o desfecho da saga criada por Suzanne Collins se mostra eficaz na adaptação do livro e traz um discurso mais sério e apropriado a situação a qual o filme se passa, uma guerra política.

Ainda se recuperando do choque de ver Peeta (Josh Hutcherson) totalmente transtornado, Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) é enviada ao Distrito 2 pela presidente Coin (Julianne Moore). Lá ela ajuda a convencer os moradores locais a se rebelarem contra a Capital. Com todos os distritos unidos, tem início o ataque decisivo contra o presidente Snow (Donald Sutherland). Deixada de fora da batalha pela presidente Coin, Katniss tem seus próprios planos para o combate e, para levá-los adiante, precisa da ajuda de Gale (Liam Hemsworth), Finnick (Sam Claflin), Cressida (Natalie Dormer), Pollux (Elder Henson) e do próprio Peeta, que mesmo ainda representando um perigo para Katniss é enviado por Coin para compôr sua equipe. A partir daí Katniss e sua equipe precisam sobreviver as armadilhas criadas pelos criadores dos jogos dentro da capital para poder concluir sua caçada pelo presidente Snow.

Um dos pontos fortes de Jogos Vorazes é o seu elenco, e neste filme as coisas não estão diferentes. Jennifer Lawrence mais uma vez traz uma atuação equilibrada para Katniss, onde consegue passar os sentimentos da personagem com apenas um olhar. Não dá para negar que Jogos Vorazes nada seria sem a atriz. Josh Hutcherson desta vez também se destaca, o ator consegue levar muito bem o seu personagem, que neste filme passa por uma fase bem conturbada.

O Donald Sutherland está mais uma vez muito bem como presidente Snow, mantendo a firmeza do personagem, porém demostrando os traços de um Snow bem mais abatido e encarando uma morte iminente. Julianne Moore também continua muito bem como Coin, trazendo todo o cinismo de sua personagem. Outra atriz que aparece pouco, porém chama atenção em todas suas cenas é Jena Malone, que apresenta ótimos diálogos com Jennifer Lawrence.

Philip Seymour Hoffman também contribui bastante para o elenco apesar de também aparecer pouco devido ao fato de sua morte no ano passado ter ocorrido durante as gravações do filme, contudo a produção soube se virar muito bem para concluir o trabalho do ator.

Nas mãos de Francis Lawrence a saga ganhou características visuais bem mais interessantes, desde Em Chamas os efeitos especiais não deixam a desejar e neste último capitulo não foi diferente. O 3D do longa é totalmente dispensável e foi usado apenas como uma estratégia do estúdio para lucrar mais, não influenciando em nada na experiência do expectador.

O longa traz ótimos diálogos políticos; cenas de ação tensas, bem elaboradas e aproveitadas pela trama; e uma carga emotiva maior que nos filmes anteriores. Apesar de o roteiro está bem fiel ao livro, não dá para negar que fica a sensação de que está faltando algo, em alguns momentos o filme é arrastado, e apresenta um clima diferente do estabelecido nos filmes anteriores, entretanto nada que vá incomodar os fãs mais ávidos. Possivelmente essa sensação é causada pela divisão do terceiro livro em duas partes, se na primeira parte já tínhamos essa sensação, agora ela ficou ainda maior.

Apesar de trazer um final satisfatório, Jogos Vorazes merecia um final ainda melhor, por se tratar de uma franquia tão simpática que trata de assuntos importantes como a luta pela liberdade e a justiça; com críticas a uma sociedade consumista e extremante vaidosa, a uma mídia que tudo expõem exageradamente e principalmente a política. Uma saga que tenta passar uma mensagem de cidadania, democracia e esperança, mas que em seu último capitulo foi prejudicada pela ganância de seu estúdio, ainda assim está longe de ser uma obra rasa e esquecível.

Direção: Francis Lawrence

Roteiro: Danny Strong e Peter Craig

Estreia: 18 de novembro de 2015

Duração: 2hr. 17min.

4/5 (Ótimo)

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