Crítica: Star Wars – O Despertar da Força

Finalmente chegou o dia, o filme mais aguardado do ano está entre nós. 10 anos depois do último lançamento de um filme da saga e 32 após a trilogia original, o novo Star Wars finalmente chegou. Uma das maiores e mais amadas franquias do cinema, agora sobe as mãos de J.J Abrams e propriedade dos estúdios Disney. A saga de George Lucas agora busca lugar entre as novas gerações, mesmo não sendo necessário, já que os fãs de outros tempos já conseguem manter novos filmes no cinema. Não existe dúvidas que Star Wars se tornou uma febre mundial, fruto do excelente marketing encima da franquia que expandiu os universos da marca e que podem torna a bilheteria desde filme a maior na história. Por isso a expectativa encima deste filme era gigante, assim como o desafio de fazer esse rejuvenescimento da franquia. Para nossa sorte Abrams e a Lucasfilm acertaram em cheio.

408904Na trama deste novo episódio, mantida em segredo até seu lançamento e que foi uma jogada muito inteligente, sobre os escombros do império surge a Primeira Ordem, a nova ameaça na galáxia. A resistência segue lutando contra essa ameaça com o apoio da nova república. A agora general da resistência, Leia procura seu irmão, Luke, que está desaparecido para tentar reestabelecer a ordem Jedi. Assim Poe Dameron, piloto da resistência, é enviado a Jakku para procurar pistas sobre Skywalker quando é abordado pela Primeira Ordem.

A trama criada por Abrams, Michael Arndt e Lawrence Kasdan pode não ser perfeita, mas não decepciona. Apesar de bem desenvolvida, muitos mistérios ainda são mantidos, de forma intencional ou não, que deixam alguns fatores confusos, mas que no geral não estragam a experiência final. Esse é sem dúvidas um novo Star Wars, uma nova geração, porém muitas referências da saga são inseridas de forma muito inteligente durante o filme, de forma que não prejudique a experiência dos novatos e que faça os fãs mais antigos vibrarem. É um novo Star Wars com a alma da trilogia original.

Um dos pontos fortes do filme é o seu elenco, os nomes já conhecidos como Carrie Fisher e Harrison Ford continuam muito bem em seus papeis, mas o destaque fica para os novos nomes do elenco.

Oscar Isaac, o Poe Dameron, traz um personagem carismático que é tido como melhor piloto da resistência e prova isso nas sequencias de ação em que aparece, o personagem é interessante e merecia mais espaço em cena. Lupita Nyong’o, a Maz Kanata, cumpre bem o seu papel como a nova sábia da saga.

O lado negro é sem dúvidas o menos explorado. Os vilões têm potencial mas mereciam mais espaço e respostas sobre suas origens, principalmente Kylo Ren, vivido por Adam Driver, que apesar de ter sua origem explicada, por se tratar de um personagem tão intenso e cheio de camadas merecia mais espaço para não confundirmos seu vilão em desenvolvimento com um personagem mal-desenvolvido. Driver deve ganhar mais espaço nas continuações da saga.

Entre os novatos o destaque fica para Daisy Ridley (Rey) e John Boyega (Finn), os atores funcionam bem na trama, ainda mais quando estão juntos. É impressionante como Ridley consegue se sair tão bem em sua estreia mesmo em um filme tão grande como este. Sem dúvidas os dois foram ótimas escolhas para os novos protagonistas. A escolha de Rey como personagem central da trama não poderia ser mais atual e corretar, considerando o grande momento de heroínas no cinema atualmente.

Outro destaque fica para BB-8, o simpático droide que rouba a cena e possui um papel importante em boa parte da trama. Impossível não se apaixonar por ele desde sua primeira cena.

Com uma mistura de efeitos práticos e CGI, o visual do filme é impressionante, Abrams conseguiu manter o visual clássico da saga e implementa-la com a tecnologia que temos disponível atualmente. O 3D do filme é sutil, mas não deixa de ter alguns momentos marcantes e que vão fazer o ingresso mais caro valer a pena, com destaque para uma cena com um destroyer que com certeza não vai passar despercebida.

Quando descobri que J.J. Abrams seria o diretor do episódio VII, fiquei confiante, confesso que sou fã do trabalho do diretor desde Lost e Fringe e passei a admira-lo ainda mais depois do excelente trabalho dando uma nova vida a franquia Star Trek em 2009, e sobre a direção de Abrams em Star Wars basta dizer que os novos e velhos fãs da saga podem ficar tranquilos, ele conseguiu novamente.

Diretor(s): J.J. Abrams

Roteiro: J.J. Abrams, Michael Arndt e Lawrence Kasdan

Estreia: 17 de dezembro de 2015

Duração: 2 hr. 15 min.

5/5 (Excelente)

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