Crítica: Deadpool

O aguardado filme do mercenário tagarela finalmente chegou. Apesar de apresentar menos do que aparentava, o longa de Tim Miller agrada e traz tiradas comidas excelentes, efeitos e ação descentes e o Ryan Reynolds naquele que provavelmente pode ter sido seu melhor trabalho até agora.

412201Na trama o ex-militar e mercenário, Wade Wilson (Ryan Reynolds) é diagnosticado com câncer em estado terminal, porém encontra uma possibilidade de cura em uma sinistra experiência científica. Recuperado, com poderes e um incomum senso de humor, ele torna-se Deadpool e busca vingança contra o homem que destruiu sua vida.

A trama traz todas as características do personagem, respeita muito o material original e brinca com referências a cultura pop, até mesmo os trabalhos anteriores de Reynolds como super-herói, são tantas referências que o filme pode acabar se tornando um humor para poucos, porém funciona muito bem. Outra característica da trama que funciona é sua construção não-linear, pois ela permite contar a origem do personagem sem de fato transformar o longa em um tedioso filme de origem.

Para os que estavam preocupados com o trabalho de Ryan Reynolds podem ficar despreocupados, o ator abraçou seu personagem e faz uma atuação que é exatamente a esperada para um personagem como o Deadpool. Outro ponto forte do longa é o Colossus (Andre Tricoteux), que apesar do visual duvidoso, está muito bem cena com sua caracterização e sotaque russo que fizeram a diferença, assim como a Megasonic Teenage Warhead (Brianna Hildebrand) e seu uniforme fiel às HQs. Se separados os três já funcionam, juntos forma uma ótima equipe.

Por outro lado, os vilões de Ed Skrein e Gina Carano deixam a desejar e poderiam deixar o resultado final do filme um pouco melhor. Outro ponto negativo do filme fica por conta de alguns efeitos especiais, que poderiam ter recebido um acabamento melhor, provavelmente um efeito do orçamento mais modesto do filme, entretanto não chega a atrapalhar o resultado final da história.

Com certeza Deadpool é um filme de super-herói como nenhum outro já feito, o personagem está fiel às HQs em toda sua acidez, tem ótimos momentos e de fato é divertido, porém ficou devendo algo mais, principalmente no desfecho, para ser tornar um filme memorável.

Diretor(s): Tim Miller

Roteiro: Rhett Reese e Paul Wernick

Estreia: 11 fevereiro de 2016

Duração: 1 hr. 48 min.

4/5 (Ótimo)

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