Crítica: Rogue One – Uma História Star Wars

No primeiro longa da franquia que se passa fora da cronologia principal, Gareth Edward, assumindo a direção, traz para a telas aquela que é de longe o mais político de todos os filmes da franquia. Star Wars sempre apresentou em meio a seus personagens excêntricos e cenários futuristas uma relação com a história da nossa sociedade, porém é em Rogue One que vemos isso mais claramente, o que combina com os tempos de posicionamentos políticos radicais que vivemos atualmente.

rogueoneposterDiferente da história principal, voltada mais para a aventura com um pouco de fantasia, em Rogue One podemos ver mais claramente os temores da guerra, menos Star e mais Wars, afinal guerra é guerra seja na terra ou em qualquer outro lugar do universo, e nesse sentido o longa tenta ser real não só em cenários e efeitos, mas em personagens. Se nos filmes anteriores heróis eram só heróis e vilões eram só vilões, lado branco versus lado negro, em Rogue One há um lado cinza, onde ninguém é totalmente bom ou totalmente ruim, afinal a guerra não traz nada de bom e todos esses personagens vivem em constante contradição, de querer fazer o correto mas sendo força a fazer o errado.

Na trama, que se passa imediatamente antes do episódio IV, quando ainda era criança, Jyn Erso (Felicity Jones) foi afastada de seu pai, Galen (Mads Mikkelsen), devido à exigência do diretor Krennic (Ben Mendelsohn) para que ele trabalhasse na construção da arma mais poderosa do Império, a Estrela da Morte. Criada por Saw Gerrera (Forest Whitaker), um rebelde extremista, ela teve que aprender a sobreviver por conta própria ao completar 16 anos. Já adulta, Jyn é resgatada da prisão pela Aliança Rebelde, que deseja ter acesso a uma mensagem enviada por seu pai a Gerrera. Com a promessa de liberdade ao término da missão, ela aceita trabalhar ao lado do capitão Cassian Andor (Diego Luna) e do robô K-2SO.

Com um elenco de peso, o longa não decepciona nas atuações, porém poucos destaques podem ser observados nesse quesito, já que alguns dos grandes nomes do elenco tiveram pouco espaço em cena, o que é justificável pelo objetivo do roteiro. A ótimos arcos na trama para os guerreiros como Cassian, Chirrut Îmwe (Donnie Yen), Baze Malbus (Wen Jiang), Bodhi Rook (Alan Tudyk) e o extremamente sincero droide K-2SO (Alan Tudyk). Já a protagonista Jyn Erso em alguns momentos aparece meio apagada, mas nada que atrapalhe o resultado final do longa.

Além dos diferenciais na trama, o visual do longa é outro ponto forte. Os efeitos estão surpreendentes e os cenários trazem novidades no universo de Star Wars, revelando sequências visualmente incríveis.

Apesar de empolgar principalmente aqueles que já conhecem a franquia, com inúmeros fan services, especialmente nos minutos finais, incluindo a presença do grande vilão Darth Vader, outros personagens centrais da saga e até mesmo referências as produções mais recentes da franquia, a trama não deve decepcionar aqueles recém iniciados na saga, justamente por implantar um olhar diferenciado sobre esse universo magnífico de George Lucas.

Diretor(s): Gareth Edward

Roteiro: Chris Weitz e Tony Gilroy

Estreia: 15 de dezembro de 2016

Duração: 2 h 14 min.

4/5 (Ótimo)

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