Crítica: Dunkirk

Christopher Nolan já é famoso pelos seus filmes grandiosos, com efeitos práticos e roteiro intrigante, e Dunkirk não foge à regra. Apesar do roteiro deste não ser dos mais impressionantes do diretor, o filme é eficiente em construir, dinâmica e visualmente falando, toda a tensão da guerra.

187074A trama conta a história da Operação Dínamo, mais conhecida como a Evacuação de Dunquerque, soldados aliados da Bélgica, do Império Britânico e da França são rodeados pelo exército alemão e devem ser resgatados durante uma feroz batalha no início da Segunda Guerra Mundial.

A história é contada em três diferentes linhas temporais que convergem para um encontro no final, e é esse o grande chamariz do roteiro. Apesar de explorar pouco os personagens de forma individual, o longa funciona construindo um ambiente de tensão daqueles soldados que querem escapar a qualquer custo de uma morte certa.

Nesses três momentos distintos podemos ver uma hora de confronto no céu, onde o piloto Farrier (Tom Hardy) precisa destruir um avião inimigo, um dia inteiro em alto mar, onde o civil britânico Dawson (Mark Rylance) leva seu barco de passeio para ajudar a resgatar o exército de seu país, e uma semana na praia, onde o jovem soldado Tommy (Fionn Whitehead) busca sobrevivência.

Sabe aqueles filmes que você só consegue recuperar o fôlego quando acaba? É exatamente como Dunkirk funciona. Desde a trilha sonora até a os planos fechados nos personagens, tudo tem a intenção de construir a tensão passada pelos soldados, seja na praia, no mar ou no céu.

Tecnicamente Nolan não deixa nada fora do lugar, apesar da trilha pesar um pouco em alguns momentos o filme é bem elaborado e um espetáculo para os seus olhos e ouvidos. O longa sem dúvidas merece ser visto no cinema na maior e melhor tela possível.

Mesmo com os atores não possuindo muito espaço para avançarem individualmente, o elenco está bem afiado e conseguem desenvolver a empatia do espectador, algo totalmente esperado de nomes como Mark Rylance e Tom Hardy mas também uma boa surpresa por parte de novatos como Fionn Whitehead e Harry Styles. Só a um certo desperdício do talento de atores como Kenneth Branagh e Cillian Murphy.

Apesar de não ser o melhor de Nolan, Dunkirk funciona mais do que bem e já pode ser considerado um dos melhores filmes do ano e quem sabe até um dos melhores filmes do gênero de guerra. O longa marca uma aventura de Nolan em um gênero um pouco diferente daqueles que estamos acostumados a vê-lo filmar, provando assim que apesar de ser um divisor de opiniões, Nolan é sem dúvidas, um dos melhores diretores da atualidade.

Diretor(s): Christopher Nolan

Roteiro: Christopher Nolan

Estreia: 27 de julho de 2017

Duração: 1hr. 47min.

4/5 (Ótimo)

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