Crítica: Dunkirk

Christopher Nolan já é famoso pelos seus filmes grandiosos, com efeitos práticos e roteiro intrigante, e Dunkirk não foge à regra. Apesar do roteiro deste não ser dos mais impressionantes do diretor, o filme é eficiente em construir, dinâmica e visualmente falando, toda a tensão da guerra.

187074A trama conta a história da Operação Dínamo, mais conhecida como a Evacuação de Dunquerque, soldados aliados da Bélgica, do Império Britânico e da França são rodeados pelo exército alemão e devem ser resgatados durante uma feroz batalha no início da Segunda Guerra Mundial.

A história é contada em três diferentes linhas temporais que convergem para um encontro no final, e é esse o grande chamariz do roteiro. Apesar de explorar pouco os personagens de forma individual, o longa funciona construindo um ambiente de tensão daqueles soldados que querem escapar a qualquer custo de uma morte certa.

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Crítica: Logan

Em 2000 Hugh Jackman e toda a turma dos x-men iniciavam sua jornada no cinema assim como a toda a geração de filmes de super-heróis que vivemos até hoje. 17 anos depois Jackman diz adeus a seu personagem naquele que deve ser o filme mais intenso de todos os X-men, com um Logan mais fiel aos quadrinhos com aspecto mais adulto e violento que os filmes anteriores. Agora o Wolverine se torna uma figura paterna e junto com Charles e Laura formam uma família no mínimo interessante.

363613Na trama, após o epilogo de X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido, a população mutante diminuiu significantemente e os X-Men chegaram ao fim. Logan, cujo poder de cura está diminuindo, se entregou ao álcool e agora ganha a vida como um motorista. Ele cuida de um doente e idoso Professor X, que ele mantém escondido. Um dia, uma desconhecida pede que Logan dirija uma jovem garota chamada Laura para a fronteira canadense. Primeiro, ele recusa, porém, o Professor tem esperado um longo tempo para ela aparecer. Laura possui uma grande destreza em luta e em muitas maneiras é igual ao Wolverine.

Hugh Jackman mostra mais uma vez ter sido a melhor escolha para o papel de Wolverine, agora com uma atuação mais centrada, Jackman mostra um Logan abatido pela vida, sobrevivendo sob os fantasmas do passado e com um fardo possivelmente maior do que ele pode carregar. Ao seu lado temos Patrick Stewart como Charles Xavier em uma relação paternal com Logan que sem dúvidas é um dos destaques do longa. Ambos quase irreconhecíveis com seus personagens agora velhos e cansados. Sem dúvidas o melhor trabalho dos atores como esses personagens desde que iniciaram essa jornada.

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Crítica: La La Land

O mais comentado filme da temporada é um verdadeiro prato cheio para os fãs do gênero e que vai satisfazer até mesmo aqueles que torcem o nariz para musicais. Damien Chazelle traz uma verdadeira homenagem a própria Hollywood, do cinema clássico ao moderno, e a música. Um filme para sonhadores que batalham por um lugar ao sol, movidos pela sua verdadeira paixão. Para completar tudo isso o longa ainda traz um casal de química irreparável que vai fazer todo mundo entrar na torcida pelos dois, uma escolha mais do que certa nas escalações de Emma Stone e Ryan Gosling para os papéis.

329329Na trama ao chegar em Los Angeles o pianista de jazz Sebastian (Ryan Gosling) conhece a atriz iniciante Mia (Emma Stone) e os dois se apaixonam perdidamente. Em busca de oportunidades para suas carreiras na competitiva cidade, os jovens tentam fazer o relacionamento amoroso dar certo enquanto perseguem fama e sucesso.

Damien Chazelle, diretor do também consagrado Whiplash (2015), confirma-se como um jovem prodígio em Hollywood depois de La La Land. Chazelle traz um visual gracioso e ensolarado para o longa, e sequências musicais quase sem cortes bem elaboradas, já começando na excelente sequência de abertura. O diretor homenageia Hollywood por todo lado, desde a arte nas ruas até a tela do cinema. A inúmeras referências a clássicos musicais, porém entregues de uma maneira mais direcionada para as novas gerações.

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Crítica: Rogue One – Uma História Star Wars

No primeiro longa da franquia que se passa fora da cronologia principal, Gareth Edward, assumindo a direção, traz para a telas aquela que é de longe o mais político de todos os filmes da franquia. Star Wars sempre apresentou em meio a seus personagens excêntricos e cenários futuristas uma relação com a história da nossa sociedade, porém é em Rogue One que vemos isso mais claramente, o que combina com os tempos de posicionamentos políticos radicais que vivemos atualmente.

rogueoneposterDiferente da história principal, voltada mais para a aventura com um pouco de fantasia, em Rogue One podemos ver mais claramente os temores da guerra, menos Star e mais Wars, afinal guerra é guerra seja na terra ou em qualquer outro lugar do universo, e nesse sentido o longa tenta ser real não só em cenários e efeitos, mas em personagens. Se nos filmes anteriores heróis eram só heróis e vilões eram só vilões, lado branco versus lado negro, em Rogue One há um lado cinza, onde ninguém é totalmente bom ou totalmente ruim, afinal a guerra não traz nada de bom e todos esses personagens vivem em constante contradição, de querer fazer o correto mas sendo força a fazer o errado.

Na trama, que se passa imediatamente antes do episódio IV, quando ainda era criança, Jyn Erso (Felicity Jones) foi afastada de seu pai, Galen (Mads Mikkelsen), devido à exigência do diretor Krennic (Ben Mendelsohn) para que ele trabalhasse na construção da arma mais poderosa do Império, a Estrela da Morte. Criada por Saw Gerrera (Forest Whitaker), um rebelde extremista, ela teve que aprender a sobreviver por conta própria ao completar 16 anos. Já adulta, Jyn é resgatada da prisão pela Aliança Rebelde, que deseja ter acesso a uma mensagem enviada por seu pai a Gerrera. Com a promessa de liberdade ao término da missão, ela aceita trabalhar ao lado do capitão Cassian Andor (Diego Luna) e do robô K-2SO.

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Crítica: Animais Fantásticos e Onde Habitam

A exato 15 anos o mundo mágico criado por J. K. Rowling chegava as telas dos cinemas, depois de conquistar uma legião de fãs com os livros da saga. Agora um novo passo no mundo mágico foi dado, uma nova aventura, pela primeira vez uma história inédita no cinema e um roteiro assinado pela própria Rowling.

072693Na trama, que se passa 70 anos antes dos fatos que iniciam a saga de Harry Potter, somos apresentados o excêntrico magizoologista Newt Scamander (Eddie Redmayne) que chega à cidade de Nova York levando com muito zelo sua preciosa maleta, um objeto mágico onde ele carrega fantásticos animais do mundo da magia que coletou durante as suas viagens. Em meio a comunidade bruxa norte-america, que teme muito mais a exposição aos trouxas do que os ingleses, Newt precisará usar todas suas habilidades e conhecimentos para capturar uma variedade de criaturas que acabam fugindo.

Com o passar do tempo, após o lançamento de Harry Potter e a Pedra Filosofal os personagens foram crescendo e a trama ficando mais adulta. Ao mesmo tempo, o público também foi crescendo junto com os atores. Com o anúncio deste novo longa no mesmo universo, o receio do público era de que a trama ignorasse este amadurecimento do espectador para investir mais uma vez no público infantil. O que, felizmente, não é o que acontece. Animais Fantásticos e Onde Habitam traz uma trama mais adulta para o público que cresceu com a franquia, porém sem deixar de lado toda a magia e inocência deste universo.

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Crítica: O Lar das Crianças Peculiares

Confesso que não conheço a obra de Ransom Riggs, porém ao que me parece o universo criado por ele se assimila e muito aos trabalhos de Tim Burton, um universo místico e misterioso onde o impossível acontece, e isso justifica a escolha do diretor na adaptação do longa. O Lar das Crianças Peculiares apresenta um universo interessante e cativante, apesar do ar misterioso e até um pouco assustador, que encanta por meio de crianças peculiares e suas habilidades que são devidamente bem apresentadas com todas as ferramentas para desenvolver uma narrativa interessante, o que, infelizmente, não acontece.

239318Na trama após a estranha morte de seu avô (Terence Stamp), o jovem Jake (Asa Butterfield) parte com seu pai para o País de Gales. Lá ele pretende encontrar a srta. Peregrine (Eva Green), atendendo ao último pedido do avô, que lhe disse que “ela contará tudo”. Só que, ao chegar, descobre que o local onde ela viveria é uma mansão em ruínas, que foi atingida por um míssil durante a Segunda Guerra Mundial. Ao investigar a área, Jake descobre que lá há uma fenda temporal, onde a srta. Peregrine vive e protege várias crianças dotadas de poderes especiais.

O elenco é um dos atrativos do filme, Asa Butterfield e as outras crianças do orfanato cumprem bem os seus papeis, porém, o destaque fica para Eva Green como a curiosa Srta. Peregrine. Por outro lado, temos Samuel L. Jackson como um vilão no mínimo duvidoso, um personagem presente apenas na trama do filme.

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Crítica: Esquadrão Suicida

Heróis politicamente incorretos unidos para salvar o dia. Seguindo a linha do sucesso da Marvel com Guardiões da Galáxia, um projeto que ninguém esperava nada e que deu super certo, eis que surge Esquadrão Suicida, que diferente de guardiões apresenta personagens mais conhecidos do público. A empreitada de DC/Warner era para ser um plano B ou C, algo que não ficaria na linha de frente do universo DC no cinema. Até que o plano A, Batman vs Superman, não tem o desempenho esperado e muda tudo para os demais.

008711Ai então Esquadrão vira o centro das atenções, por precaução passa por refilmagens e chega ao resultado final que já estar nos cinemas. Para superar logo os problemas com BvS, a Warner e a DC investem em uma campanha exagerada, inúmeros trailers, pôsteres, comerciais e tudo mais para vender um filme pirado e perfeito, o que eleva bastante as expectativas para o longa de David Ayer, que aparentemente não iria conseguir supera-las, e é exatamente o que acontece.

Esquadrão Suicida se passa em um mundo pós-Superman, após os acontecimentos de A Origem da Justiça, como o governo lida com a forma de responder a próxima vez que visitas alienígenas apareçam na Terra com intenções menos nobres do que o Homem de Aço. A resposta, de acordo com a implacável oficial de inteligência Amanda Waller (Viola Davis), é recrutar criminosos mais vis da sociedade, armados com habilidades letais e poderes sobre-humanos. Seu primeiro alvo é a arqueóloga possuída Juno Moone/Magia (Cara Delevingne).

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Crítica: X-Men – Apocalipse

Os X-mens estão de volta no cinema, desta vez na adaptação de uma das sagas mais importantes dos mutantes, a Era de Apocalipse. Pela quinta vez Bryan Singer assume o posto de diretor na saga dos mutantes que agora engrena de vez em sua nova versão pós Dias de Um Futuro Esquecido.

275648Na trama, o também conhecido como Apocalipse, En Sabah Nur (Oscar Isaac) é o mutante original. Após milhares de anos, ele volta a vida disposto a garantir sua supremacia e acabar com a humanidade. Ele seleciona quatro Cavaleiros nas figuras de Magneto (Michael Fassbender), Psylocke (Olivia Munn), Anjo (Ben Hardy) e Tempestade (Alexandra Shipp). Do outro lado, o professor Charles Xavier (James McAvoy) conta com uma série de novos alunos, como Jean Grey (Sophie Turner), Ciclope (Tye Sheridan) e Noturno (Kodi Smit-McPhee), além de caras conhecidas como Mística (Jennifer Lawrence), Fera (Nicholas Hoult) e Mercúrio (Evan Peters), para tentar impedir o vilão.

Apesar da trama funcionar bem, em alguns momentos ela poderia ser mais explorada. O foco do filme é a batalha com Apocalipse, deixando um pouco de lado as interações entre os x-mens como equipe, o que faz falta na trama já que é uma parte importante nas histórias dos mutantes.

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Crítica: Capitão América – Guerra Civil

Com um universo já bem definido no cinema a Marvel dá início a sua terceira fase de produções. Sobe as mãos de Anthony e Joe Russo a adaptação de uma das sagas mais importantes nas HQs funciona muito bem e os diretores mostram que estão preparados para dirigir o grandioso Vingadores 3: Guerra Infinita.

363874Na trama Steve Rogers (Chris Evans) é o atual líder dos Vingadores, super-grupo de heróis formado por Viúva Negra (Scarlett Johansson), Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen), Visão (Paul Bettany), Falcão (Anthony Mackie) e Máquina de Combate (Don Cheadle). O ataque de Ultron fez com que os políticos buscassem algum meio de controlar os super-heróis, já que seus atos afetam toda a humanidade. Tal decisão coloca o Capitão América em rota de colisão com Tony Stark (Robert Downey Jr.), o Homem de Ferro.

Com a difícil tarefa de continuar a saga do Capitão América, afinal se trata de um filme solo do herói, levando em consideração todos os acontecimentos de A Era de Ultron, Christopher Markus e Stephen McFeely construíram um roteiro que não só cumpre de forma excelente a tarefa como encaixa muito bem todos os 12 super-heróis que estrelam o longa, nenhum deles é deixado de lado e a trama funciona de forma que todos participem.

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Crítica: Batman Vs Superman – A Origem da Justiça

Depois de seu anúncio na Comic Con, três anos, algumas polemicas e após ganhar uma nova data de lançamento com um atraso de quase um ano, finalmente Batman Vs Superman chegou. A batalha épica entre os dois maiores heróis da DC e o primeiro passo para o vindouro filme da liga da justiça.

Batman Vs SupermanNa trama, após o confronto entre Superman (Henry Cavill) e Zod (Michael Shannon) em Metrópolis, a população mundial se dividisse acerca da existência de extra-terrestres na Terra. Enquanto muitos consideram o Superman como um novo Deus, há aqueles que consideram extremamente perigoso que haja um ser tão poderoso sem qualquer tipo de controle. Bruce Wayne (Ben Affleck) é um dos que acreditam nesta segunda hipótese. Sob o manto de um Batman violento e obcecado, ele investiga o laboratório de Lex Luthor (Jesse Eisenberg), que descobriu uma pedra verde que consegue eliminar e enfraquecer os filhos de Krypton.

Não resta dúvidas da importância desse filme para o universo da DC Comics no cinema, afinal, é ele que define o rumo desse novo universo. Para tornar isto realidade, gerou uma tarefa difícil para a própria DC e para o diretor Zack Snyder. Contudo, foi cumprida com sucesso. O filme, apesar de ter problemas, apresenta um ritmo que prende o espectador durante suas 2 horas e meia, apresentando momentos grandiosos, principalmente para os fãs mais ávidos. Mas, como nem tudo são flores, a trama em alguns pontos deixou a desejar, faltando um pouco mais de informação sobre aquilo que está sendo mostrado em cena ou uma justificativa mais firme. Entretanto, no geral a experiência é agradável.

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