Crítica: O Lar das Crianças Peculiares

Confesso que não conheço a obra de Ransom Riggs, porém ao que me parece o universo criado por ele se assimila e muito aos trabalhos de Tim Burton, um universo místico e misterioso onde o impossível acontece, e isso justifica a escolha do diretor na adaptação do longa. O Lar das Crianças Peculiares apresenta um universo interessante e cativante, apesar do ar misterioso e até um pouco assustador, que encanta por meio de crianças peculiares e suas habilidades que são devidamente bem apresentadas com todas as ferramentas para desenvolver uma narrativa interessante, o que, infelizmente, não acontece.

239318Na trama após a estranha morte de seu avô (Terence Stamp), o jovem Jake (Asa Butterfield) parte com seu pai para o País de Gales. Lá ele pretende encontrar a srta. Peregrine (Eva Green), atendendo ao último pedido do avô, que lhe disse que “ela contará tudo”. Só que, ao chegar, descobre que o local onde ela viveria é uma mansão em ruínas, que foi atingida por um míssil durante a Segunda Guerra Mundial. Ao investigar a área, Jake descobre que lá há uma fenda temporal, onde a srta. Peregrine vive e protege várias crianças dotadas de poderes especiais.

O elenco é um dos atrativos do filme, Asa Butterfield e as outras crianças do orfanato cumprem bem os seus papeis, porém, o destaque fica para Eva Green como a curiosa Srta. Peregrine. Por outro lado, temos Samuel L. Jackson como um vilão no mínimo duvidoso, um personagem presente apenas na trama do filme.

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